domingo, 17 de agosto de 2014

Você lê edital?

Confessa aqui, em segredo, para mim, que você só lê a parte de remuneração, as datas e o conteúdo programático do edital. Tá, eu sei que você é um concurseiro diferente e que lê tudo de cabo a rabo, mas nem é sempre que isso acontece.

Quando eu trabalho como fiscal de concurso, tenho sempre um entrave com os candidatos, pois eles são resistentes em cumprir as orientações. O básico do básico é saber que as provas são feitas em canetas azul ou preta, mas sempre tem alguém para perguntar se pode ser vermelha ou qualquer outra cor. Juro para você. Quando é na ESAF, além da cor, eles especificam que o material tem que ser transparente. Para uma banca exigir esse tipo de coisa, é porque já houve fraude com caneta em material opaco. Então tem que ser assim. "Ah, mas ninguém me avisou". Poxa, está lá no edital. Aí eu fico pensando: "Se a pessoa sequer olhou isso, imagina se estudou". Concurseiro sério já vai todo preparado e sabendo de tudo, não fica questionando regras que estão no edital.

Eu considero que o mínimo que um concurseiro, que quer ser aprovado, tem que fazer, é ler o edital. Não precisa decorar, mas se atentar a algumas coisas de relevância.

sábado, 16 de agosto de 2014

Sábado: dia de balada ou de estudar?

Agora à noite eu tomei banho, sequei meu cabelo, me arrumei, coloquei a minha melhor roupa (o pijama) e segui rumo aos estudos. É, pensou que eu ia para a balada? Nunca! Só depois da aprovação.

É curioso que quando eu estou estudando para concurso, ir para a balada ou bater perna me parece uma coisa absurda. Ainda bem que estou pensando assim. :-)

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Um dos motivos para prestar concurso

Quem acompanha meu blog já deve ter percebido que eu tenho uma enorme aversão por empresas privadas. Não é que eu queira "me encostar" ou "mamar nas tetas do governo" como muitos pensam. Longe de mim. Sempre fui batalhadora. Fazia faculdade, trabalhava, fazia curso, chegava em casa, lavava roupa, passava e me restava uma pequena quantidade de sono. E, acredite, eu estava feliz com isso.

Só que por mais que eu tentasse, sempre tinha alguém para me prejudicar ou puxar o meu tapete. Não estou me fazendo de vítima e colocando a culpa nos outros, mas eu nunca entendi por que as pessoas tinham que se ocupar de mim. Passei por situações que eu nunca entendi o motivo. Parece que eu atraio pessoas desocupadas. Fico me perguntando, será que na casa dessas pessoas não tem louça ou roupa para lavar? Pois eu mal consigo dar conta da minha vida e jamais conseguiria dar conta da vida alheia. É aquela velha história: na iniciativa privada seus esforços podem ir ralo abaixo, caso alguém não vá com a sua cara. E na iniciativa pública, tudo depende de você. É óbvio que se alguém não for com a sua cara, pode até puxar o seu tapete, mas isso, no máximo, vai causar alguns dissabores, como você ser transferido ou ser prejudicado em alguma coisa, mas raramente causará sua demissão.

Porém, não é disso que eu quero falar, mas da consequência disso. Essa demissão causa o quê? Entrevista de emprego. E a entrevista de emprego, hoje em dia, não avalia também sua capacidade. Já saí de entrevistas em que eu não fui bem e percebi que o outro candidato realmente mereceu a vaga, mas também, já saí de entrevistas em que fui preterida porque a outra candidata era loira de olhos verdes ou porque o outro candidato já havia viajado para o exterior para estudar, mesmo que isso não tenha relevância para a vaga. Eu não considero que o RH está ali para ser justo. Uma amiga minha que foi indicada para um cargo, foi extremamente humilhada pela pessoa do RH, que disse coisas do tipo "Você sabe que para esse cargo, você tem que ter morado fora, né?"; "Você sabe que não está no perfil, né?"; "Você sabe que tem que ter inglês fluente, né?". E não necessitava de nada disso. Era uma vaga simples, para primeiro emprego. Como ela foi indicada, ela reportou à diretora o que aconteceu e a moça do RH foi repreendida. Depois foi avaliada de forma coerente com a vaga e foi aprovada. O RH cria barreira onde não existe.

E para fugir de perguntas idiotas ou de empecilhos que não deveriam estar ali, estou lutando por uma vaga no governo. Não quero dinheiro de mão beijada, quero trabalhar muito, mas com a certeza de que meu esforço terá retorno para a empresa e para mim.




Concurso escrevente: Por onde começar a estudar?

Em diversos fóruns vejo dúvidas de várias pessoas sobre como COMEÇAR a estudar, que material escolher. Sendo assim, decidi dar uma ajudinha sobre como dar o primeiro passo. Este post não vai ser necessariamente COMO estudar, pois neste quesito, acredito que é da escolha da pessoa. Alguns estudam só uma matéria até dissecá-la, outros umas quatro por dia e vão alternando. Eu acho isso muito pessoal.

1º Passo - Pegue o edital anterior, se puder, imprima a parte das matérias, só para ficar mais fácil de ir conferindo;

2º Passo - Abra um arquivo no Word, digite no Google a matéria em questão, como CÓDIGO PROCESSUAL PENAL, que cairá na página oficial do Planalto, copie artigo por artigo. Faça o mesmo com as outras matérias de direito. Esse vai ser o seu material de Direito.

3º Passo - Decore todo esse material. Se tiver dificuldade em entender, assim como eu tive em Processo Civil, procure vídeo-aulas. Atualmente há excelentes professores, assim como há péssimos. Eu indico o Eu vou Passar. Do Neaf eu só vi aulas aleatórias, mas o pouco que vi, considerei bom. "Ah, mas eu não tenho dinheiro, sou pobre de marré". Então sugiro que procure aulas aleatórias no Youtube, enquanto tenta se virar entendendo o material escrito.

4º Passo - Português é uma coisa que ou você sabe ou você não sabe. Se você sabe, ótimo! Só precisa treinar questões anteriores. Há sites com questões, como o www.questoesdeconcurso.com.br e www.tecconcursos.com.br. Se você é muito ruim em Língua Portuguesa, procure o Fernando Pestana do Eu vou passar. Ele explica nos mínimos detalhes. Mas corre, pois o curso é extenso demais. Comece a estudar hoje! Faça questões todos os dias, principalmente da Vunesp. Sei que há livros com questões também, mas não tenho nenhum para indicar.

5º Passo - Matemática é o furo no meu sapato. Já que tive sorte em ser boa em Português, tive o azar de ser bem ruim em matemática. Pegue exercícios de provas anteriores e resolva mil vezes cada um.

6º Passo - Informática é como Português, quem sabe, sabe, quem não sabe, sofrerá um pouco. Por isso indico as aulas do João Antônio, pois ele explica muito detalhado. Uma dica: a fórmula SE é a queridinha da Vunesp. Tem em todas as provas.

7º Passo - Atualidades é bem complicado porque a gente nunca sabe o que vai cair, mas o ideal é acompanhar notícias sobre os países que vivem em conflito como Irã ou Israel ou, então, os que vivem em crise política ou financeira como Argentina, Paraguai, Uruguai. Essas perguntas são recorrentes.

8º Passo - Normas da Corregedoria é um divisor de opiniões. Tem gente que já está estudando com orientação de alguns professores e tem gente que, assim como eu, está esperando sair o edital. Por que isso? Porque houve alterações nas normas e nós não sabemos exatamente o que vai cair, embora um professor da área possa supor o que vai cair.

Espero ter ajudado. Eu estou fazendo assim. E quanto aos horários, vocês que definam. Tem gente que estuda pouco e tem rendimento maior, tem gente que agrupa matérias, tem gente que não. Quanto a isso, não posso ajudar.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Malditos seriados!

Por que seriados têm que ser tão bons??? Antes eu evitava a todo custo ver seriados, porque isso toma tempo e altera minhas prioridades. Porém, a carne é fraca. Eu assisto a muitos seriados atualmente. Tentando, é lógico, dar prioridade aos estudos, mas, nem sempre é isso que acontece.

Hoje, nesse friozinho que faz em São Paulo, junto com essa garoa interminável (está chovendo desde hoje de manhã), eu simplesmente sucumbi. Assisti a muitos episódios. Isso me dá uma raiva, pois meu maior objetivo de vida é passar neste concurso. Toda minha vida está projetada a partir da aprovação. E mesmo assim eu acabo vendo seriados. O pior de tudo, é a facilidade com que os seriados caem em nosso colo. Antes tínhamos que baixar ou comprar os DVDs, hoje é só assinar o Netflix que chove seriado em um clique.

Amanhã vou dar uma sacudida na minha motivação. Vou começar o dia estudando freneticamente. Eu tenho obrigação moral de passar, fico o dia todo em casa, pois estou afastada por causa de um acidente, então não há desculpas para nada. Tem gente que trabalha, estuda, tem filho e ainda estuda para concurso. Por que eu, uma privilegiada, vou jogar essa chance no lixo??? Além do que, tenho um blog que eu criei para me motivar e preciso mudar o contexto disso aqui, né? Tá na hora de mostrar para vocês uma aprovação. \0/

Então, vou encerrar essa ladainha, ver mais alguns episódios - já que vou dormir agora - e amanhã será um novo dia. Eu juro! Me cobrem!!! :-)

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Prova em novembro ou dezembro???

Eu estava com a informação na cabeça de que o intervalo entre a publicação do edital e a prova era de dois meses. Porém, fui verificar os dois últimos editais e o intervalo é de três meses.

Como o edital está previsto para setembro, a prova será em dezembro mesmo. Então, vou me planejar melhor. Um mês faz uma diferencinha boa!!! 

App Aprovado

Você está desmotivado? Fica horas e horas lendo a matéria e após 5 horas vê que não saiu nem do primeiro parágrafo? Seus problemas acabaram! (Não é propaganda, rsrs!)

Encontrei um software muito bacaninha de gerenciaamento de tempo. Não sei por que, mas quando eu controlo o tempo no papel, acabo contando, sem querer o tempo ocioso. Porém, com esse app, eu achei mais fácil controlar. Não que eu esteja estudando mais, pois instalei esta semana, justo na época em que eu estou esgotada, cheia de problemas e com alguns afazeres. Mas agora com a certeza da prova em dezembro, vou cair de cabeça a partir de amanhã e vou tentar fazer com que o meu tempo seja mais proveitoso. Avante!


Lá vem o edital, cheio de paixão, ticatá, ticatá, ticatá

Parece que agora vai. Segue decisão do CNJ:

Fonte: https://www.cnj.jus.br/pjecnj/ConsultaPublica/DetalheProcessoConsultaPublica/listView.seam?ca=6104f3bcd1b1b6fa#

Trata-se de Pedido de Providências apresentado por RENATA ARANTES CAMARGO BASÍLIO e outros em face do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO - TJSP, por meio do qual insurgem-se contra a decisão de não prorrogação do concurso para provimento de cargos de Escrevente Técnico Judiciário do quadro de pessoal daquela Corte.
Narram, em síntese, que:
a) foram aprovados no certame em tela, mas ainda não nomeados;
b) o prazo de validade previsto para o certame foi de 1 ano, prorrogável por igual período;
c) o resultado do concurso foi homologado em 28.06.2013, tendo o prazo de validade expirado portanto em 28.06.2014, sem prorrogação;
d) durante o prazo de validade, foram nomeados os candidatos aprovados para todas as regiões, circunscrições e comarcas, mas ainda existem vagas não preenchidas (abertas durante a vigência do concurso) e 3.748 aprovados “excedentes” em diversas regiões administrativas, “gerando direito à nomeação aos candidatos aprovados (...)”.
Alegam que o TJSP já contava à época de vigência do concurso com um déficit de 3.136 escreventes técnicos judiciários e mesmo diante da necessidade de pessoal optou pela não prorrogação do concurso e sim pela abertura de novo certame no início do segundo semestre deste ano, conforme noticiado pelo site Folha Dirigida.
Sustentam que, diante do cenário exposto, a decisão de não prorrogação do certame e abertura de novo concurso viola os princípios da eficiência, moralidade e economicidade pelos quais deve se pautar a Administração Pública.
Requerem a concessão de medida liminar para:
“determinar à autoridade Dr. José Renato Nalini, Exmo. Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, que se abstenha até decisão final deste pedido, de autorizar a abertura de novo concurso para o preenchimento de cargos de escrevente técnico judiciário para as Comarcas em que há aprovados excedentes”.
Ao final, pedem seja prorrogado o prazo do certame.
Antes de apreciar o pedido liminar, determinei a intimação do TJSP para se manifestar sobre o requerimento inicial e para informar especialmente (ID 1470429):
1) se existiam vagas para o cargo de escrevente técnico judiciário quando do término do prazo de validade do concurso (primeiro ano) e, em caso positivo, qual a quantidade (naquela data e atualmente);
2) a justificativa para a não prorrogação do certame, inclusive diante do precedente do STF mencionado pela requerente (RE n. 581.113);
3) as providências adotadas até o momento para a abertura de novo concurso, com descrição, entre outros, de possível contratação de empresa e previsão de custos.
Em resposta (ID 1497406), o TJSP alega preliminarmente:
a) não competir a este Conselho o controle de constitucionalidade de ato administrativo;
b) a judicialização da matéria, considerando que outros candidatos já impetraram mandado de segurança perante o TJSP com o mesmo propósito destes autos;
Quanto ao mérito, assevera em síntese:
a) o presente pedido perdeu seu objeto, considerando que o concurso em tela já expirou e não foi prorrogado;
b) impossibilidade de se prorrogar a validade do concurso para apenas uma região;
c) por se tratar de carreira única, o concurso para escrevente técnico judiciário é aberto para todas as circunscrições e Regiões Administrativas Judiciárias simultaneamente, cabendo ao interessado indicar a circunscrição de sua preferência;
d) o concurso é dividido por região, assegurando-se o interesse dos candidatos de se manterem próximos de suas atuais residências, bem como o “interesse público na continuidade do serviço, já que a experiência mostra que candidatos aprovados para lugares muito distantes de suas residências ou não tomam posse ou se removem tão logo possível, inviabilizando a formação de grupos de trabalho nas unidades judiciais”;
e) daí porque alega ser contraproducente ao serviço público abrir concurso apenas para parte das regiões administrativas;
f) as vagas oferecidas no edital foram preenchidas em todas as regiões, de modo que a requerente que se classificou fora desse número possui mera “esperança carente de proteção jurídica”;
g) em algumas regiões, a lista de aprovados foi completamente esgotada, de modo que se afigura “necessário, conveniente, oportuno e mais econômico” que novo certame, abrangendo todas as Regiões Administrativas, venha a ser instalado;
h) há déficit de servidores em muitas comarcas, mas não há disponibilidade financeira para fazer frente às nomeações;
O TJSP informa, ainda, que para a abertura de novo certame há ainda que se avaliar quantas serão as vagas a serem oferecidas, o que ocorrerá depois do processo de remoção, cujo encerramento está previsto para meados de agosto.
A requerente RENATA ARANTES CAMARGO BASÍLIO manifestou-se sobre as informações do TJSP (ID 1497589), reiterando os argumentos da inicial.
Tendo em vista a apresentação de diversos procedimentos idênticos ao presente, e com fulcro nos princípios da celeridade, simplicidade e economia processual que regem o processo administrativo, determinei a inclusão dos seus requerentes no polo ativo deste procedimento (o primeiro dos procedimentos idênticos distribuídos), com o consequente arquivamento daqueles.
É o relatório.
Decido.
Registro, de início, que a presente apreciação limita-se ao pedido de liminar, mesmo porque estão em trâmite diversos procedimentos análogos e que merecem, no mérito, julgamento conjunto.
A concessão de medida liminar pelo CNJ exige a presença concomitante dos requisitos da plausibilidade do direito invocado e do efetivo receio ou perigo de prejuízo, de dano irreparável ou de perecimento de direito oriundos da demora no provimento final, a teor do artigo 25, inciso XI, do Regimento Interno:
Art. 25. São atribuições do Relator:
XI - deferir medidas urgentes e acauteladoras, motivadamente, quando haja fundado receio de prejuízo, dano irreparável ou risco de perecimento do direito invocado, determinando a inclusão em pauta, na sessão seguinte, para submissão ao referendo do Plenário;
No presente caso, em que pesem os razoáveis argumentos apresentados pela requerente, não vislumbro a presença dos requisitos necessários à concessão desta excepcional medida de urgência.
Em primeiro lugar, não observo, pelo menos neste exame preliminar e perfunctório, iminente receio de prejuízo, dano irreparável ou perecimento de direito (periculum in mora).
De acordo com as informações prestadas, para a realização do novo certame o TJSP ainda terá que apurar a quantidade exata de vagas a serem oferecidas, o que somente ocorrerá após o processo de remoção, atualmente em curso.
Assim, não há real iminência de publicação do novo edital.
Ainda que houvesse, não consigo vislumbrar incompatibilidade entre a abertura do novo concurso - o que se busca impedir nesta medida de urgência - e o provimento de mérito pretendido, qual seja, a prorrogação do concurso anterior.
Recordo, a esse respeito, a possibilidade jurídica de realização de concurso ainda na vigência de certame anterior, situação, aliás, que não é incomum na administração pública, inclusive no Judiciário. Ao contrário, ante a alta rotatividade atual de servidores, notadamente nos órgãos com extenso quadro de pessoal, o desencadeamento de novo certame na vigência de outro pode ser benéfico à administração porquanto garante a manutenção de aprovados aptos a serem chamados (ainda que em cadastro de reserva) sempre que necessário.
Consegue-se, assim, rápida renovação do quadro, a minorar os efeitos deletérios dessa rotatividade na qualidade dos serviços prestados.
Essa compatibilidade parece reforçada no presente caso diante da estimativa do próprio Tribunal de que o novo certame terá duração de 7 a 10 meses. Ou seja, o seu encerramento, por certo, ocorrerá em data próxima ao término da prorrogação pretendida (junho de 2015).
Assim, o fato de o TJSP vir a publicar novo edital de concurso por si só não obsta (ou obstará) a discussão acerca da necessidade ou não da prorrogação do certame anterior, questão de mérito a ser apreciada oportunamente.
Na verdade, em tese, a abertura de novo processo seletivo na vigência do certame anterior somente seria lesivo aos interesses dos candidatos aprovados se não restar assegurada a nomeação preferencial dos selecionados no concurso anterior, a teor do Art. 37, IV, da Carta Constitucional:
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:
(...)
IV - durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego, na carreira;
Em outras palavras, a prorrogação pretendida não me parece capaz de elidir, por si só, a realização de novo certame, seja para as regiões administrativas em que não há mais candidatos aprovados, seja para aquelas em que há aprovados no aguardo do surgimento de vagas.
Também vale recordar que, segundo informou o TJSP, o edital do certame anterior garantiu (corretamente) a possibilidade de nomeação para as vagas surgidas na sua vigência.
Logo, nada obsta que o novo edital (caso publicado antes do término deste procedimento) preveja, especialmente para as localidades em que ainda existam candidatos aprovados, a sua preferência sobre os novos concursados (na hipótese, logicamente, de procedência deste procedimento).
Registro, de outro lado, que os argumentos apresentados pelo TJSP são igualmente relevantes, a demonstrar que a controvérsia jurídica instalada merece acurada análise, imprópria neste exame preliminar. Nesse cenário, impõe-se prestigiar, pelo menos neste momento, a presunção de legitimidade do ato administrativo impugnado.
Ante o exposto, indefiro o pedido de liminar.
Em homenagem ao princípio do contraditório, dê-se vista aos demais requerentes, pelo prazo de 5 (cinco) dias, das informações apresentadas pelo TJSP (ID1497406).
Saliento, por fim, que não foi possível ao TJSP prestar todas as informações solicitadas no despacho ID 1470429, uma vez que ainda não concluiu o levantamento das vagas existentes.
Assim, renovo a solicitação para que informe, tão logo conclua o levantamento em curso, se existiam vagas para o cargo de escrevente técnico judiciário quando do término do prazo de validade do concurso (primeiro ano) e, em caso positivo, qual a quantidade (naquela data e atualmente), por região administrativa, circunscrição e comarca (e respectivas datas de surgimento).

Brasília, 12 de agosto de 2014.
RUBENS CURADO SILVEIRA
Conselheiro

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Hoje não estudei :-(


Hoje foi um dia atípico na minha vida de concurseira. Ontem fui dormir com a garganta inflamada, hoje acordei com a garganta mais inflamada ainda e com muito cansaço. Por conta disso, não estudei nada. Para não dizer que o dia foi jogado no lixo, eu até estudei Língua Portuguesa e Informática, porque são matérias que eu já estou nos 90% e só preciso responder questões ou estudar para ver o que a banca quer. Então não precisaria de alta concentração para estudar. Mas isso não conta muito, pois o que eu preciso estudar mesmo é Direito - todos eles. Sim, eu ainda não finalizei todos. Estou vendo vídeo-aulas e elas são demoradas para caramba.

Ê zica! Não bastasse a preocupação que estou tendo com o edital, ainda tenho que me preocupar com a possibilidade de não estudar por motivos de força maior. Não é mole, não.

domingo, 3 de agosto de 2014

FOLHA DIRIGIDA: Escrevente:publicação do edital adiada em algumas semanas

Escrevente: publicação do edital adiada em algumas semanas

Por - Igor Regis - igor.regis@folhadirigida.com.br

Sede no TJ/SP, localizada no centro da capital paulista
Inicialmente aguardado para o mês de julho, o edital de escrevente técnico judiciário do Tribunal de Justiça de São Paulo deve ter sua publicação adiada em algumas semanas. Uma ação movida por um candidato junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pede a impugnação do novo concurso, por ainda existirem aprovados do último  aguardando convocação. O TJ/SP aguarda um parecer da entidade para dar prosseguimento ao processo de elaboração do concurso, evitando o risco de suspensões ou anulações da nova seleção. A juíza assessora da presidência, Maria Fernanda de Toledo Rodovalho, informou a FOLHA DIRIGIDA que o Tribunal não trabalha com a possibilidade de prorrogação da validade do último concurso. “Nós não pretendemos prorrogar a validade do último concurso, pois senão teríamos que fazer um edital com oferta fracionada de vagas e não para todas as regiões como estamos planejando”, afirmou ela em entrevista recente. O órgão trabalha com a possibilidade realizar as provas objetivas até o dia 28 de setembro, último domingo antes do primeiro turno das eleições.
O especialista em carreira pública, Alessandro Ferraz, diretor do curso Neaf, destaca que a administração pública não tem a obrigação de prorrogar a validade de seu concurso público, mas os interessados podem encontrar amparo na justiça. “A prorrogação do concurso é um ato discricionário, ou seja, que da liberdade ao administrador. Mas de acordo com a doutrina moderna pode se alegar que a não prorrogação perante a existência de um grande número de aprovados fere a moralidade e vai contra o princípio da administração”, explica. Ele, porém, acredita que não seja o caso desta seleção em específico. “Neste caso as convocações já superam em muito o número de vagas iniciais” acrescenta. De fato, o órgão já convocou mais de 4 mil dos 6.873 aprovados na última seleção. Em comarcas como Campinas, Guarulhos e Capital as últimos convocações trouxeram candidatos de outras unidades da mesma região, devido ao fato de as listas já estarem esgotadas.
Com a Fundação Vunesp já definida como organizadora, o novo concurso de contar com aproximadamente mil vagas iniciais, sendo a maioria destinada a 1º Região Administrativa, que engloba capital e Grande São Paulo. A previsão do órgão é realizar muitas contratações durante o prazo de validade do concurso para cobrir a carência no quadro de servidores, que atualmente conta com 3.136 vagas em aberto para escrevente. Caso o não haja alterações no cronograma previsto, os primeiro aprovados devem iniciar as atividades em fevereiro de 2015.
Os escreventes técnicos judiciários contam com vencimentos iniciais de R$4.848,07, já inclusa a remuneração de R$3.878,07, e os benefícios de o auxílio saúde, de R$200 mensais, auxílio alimentação de R$29 por dia e auxílio transporte de R$6 (média de 22 dias). Para concorrer é necessário nível médio completo. O concurso conta com duas fases. A prova objetiva, equivalente à primeira etapa do concurso, possui 80 questões, dividas entre conteúdos de Língua Portuguesa, Conhecimentos em Direito e Conhecimentos Gerais (Atualidades, Matemática e Informática). O conteúdo programático será semelhante ao do último concurso, como já foi adiantado pela assessoria da presidência. A segunda fase é composta por prova prática de digitação.

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Ou seja, diante da divulgação do edital, não teremos nem os habituais 60 dias, muito menos os 90 dias que correspondem ao tempo entre o a publicação do edital de 2012 e a data da prova. Isso me desespera, pois não estou conseguindo dar conta do edital. Estudo horas e horas por dia e, mesmo assim falta muita coisa. Não sei como tem gente que consegue ser aprovado estudando apenas após o edital. Imagina se o edital sair assim de sopetão dando menos de 2 meses para a prova?

Sinceramente? Não acredito nesta data divulgada pela Folha Dirigida. Acredito que teremos pelo menos três meses entre a publicação do edital e a prova. Assim espero!!! 

sábado, 2 de agosto de 2014

Festa no vizinho

Eu não sei se os meus vizinhos só fazem festas quando eu estou estudando ou se eu só reparo quando estou estudando. De qualquer forma, está uma barulheira do caralho! A música, confesso, é boa. É rock dos anos 80 e 90, que eu adoro, mas preferia o silêncio. Às vezes penso que seria melhor ter como vizinho alguns deprimidos do que esse povo alegre, digno de propaganda de copa do mundo.

Só não estou fula da vida porque hoje foi um dia que eu não estudei. Estou deveras cansada -sem motivo. Apenas respondi questões de matemática e português. Tudo bem, não vou reclamar. Vou deixar eles pra lá. Aliás, isso é o que eu faria se quisesse estudar. Afinal, sou apenas vizinha. :-(

Não estou entendendo esta impugnação do edital do TJ

Eu até entendo que candidatos aprovados, e que não foram chamados, tenham direito de reivindicar nomeação. Porém, eu não entendo porque haveria de ter uma prorrogação, já que o concurso era válido apenas por um ano e já foi prorrogado por mais um. Que é isso? Seria, então, um concurso com validade de três anos?

Não achei nenhum site que elucidasse minha preocupação.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Hora bunda cadeira

Hora bunda cadeira é o tempo que o concurseiro passa estudando, somente ele, a cadeira e a bunda. Muitos ficam horas, horas e horas. E acabam sendo aprovados por conta desse tempo todo estudando.

Eu também fico algumas horas. Porém, não tenho conseguido ficar tantas horas quanto deveria. Atualmente tenho o dia todo disponível, pois como mencionei anteriormente, estou em recuperação, por conta de um acidente, então eu poderia ficar o dia todo, excluindo o tempo que gasto lavando louça, tomando banho ou me distraindo de alguma forma porque não sou de ferro. Eu acho que poderia, mesmo me distraindo, estudar dez horas por dia. Porém não consigo. O problema é o cansaço intelectual. Às vezes não aguento mais estudar Direito Processual Civil, que é cansativo e vou estudar algo fácil, como Língua Portuguesa, para aliviar um pouco a mente. Depois de umas 4/5 horas de estudo eu desligo.

Gostaria muito de ser como aqueles malucos (no bom sentido), que se isolam totalmente do mundo, estudam o tempo todo e, mais importante, conseguem absorver o o conteúdo sem se cansar. Tá difícil aqui!!!

Português na ESAF

Eu consigo resolver as provas de Português da Vunesp com uma margem pequena de erros: 27/30, 17/20, 9/10. Mais ou menos nesses números. Não é ruim, mas também não é bom. Pois, enquanto eu acertar 27, haverá dezenas que acertarão 30.

Porém, ainda é uma média boa, por mais que me desclassifique. Agora a prova da ESAF... Minhanossasenhora! Aquilo não é prova, é teste de atividade cerebral. Eu fui resolver a prova de Auditor da RF de 2014 e só acertei 14/20. Não diria que são as dificuldades das questões, mas a forma como elas são colocadas. Para cada questão há um texto enorme. E para cada texto há uma análise que retoma determinada linha. Vocês que estudam para a ESAF sabem do que eu estou falando. Por mais que a pessoa saiba, a possibilidade de se embananar é grande. A intenção da banca é confundir o concurseiro.

Por essas e outras é que a prova de AFRFB é uma das mais difíceis do país. Haja controle emocional na prova. Ainda bem que estou indo de VUNESP.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Site "Eu vou passar"

Boa noite, concurseiros!

Há um tempão eu escrevi minha opinião sobre o EVP. Houve, naquela época, um enrosco no site, aulas prometidas e não cumpridas e alguns desentendimentos entre professores. Mas o tempo passou e muita coisa mudou. Só que eu venho percebendo que no meu blog, este desabafo que fiz é um dos posts mais acessados.

Visando não ser injusta com o site e, principalmente, com o João Antônio, idealizador do projeto, renovo aqui minha opinião. Fiquei decepcionada, sim, com o concurso de ATA, o qual foram prometidas aulas que não foram cumpridas. Porém, depois de toda essa confusão, o João Antônio já nos disse que não vai mais prometer cursos completos, porque ele não vai mais fazer cursos com a pressão do edital e muito menos pegar qualquer professor somente para preencher o curso.

O fato é que estão disponíveis muitas aulas de qualidade, as quais nós podemos baixar e tê-las para sempre. Porém, é necessário que se complemente. Dificilmente teremos um "clique aqui e assista a sequência de aulas de todo o edital". Isso não vai acontecer. E eu acho até bom, porque poderemos beber de várias fontes.

Atualmente eu estudo Lei Seca, Youtube, Canal dos Concursos, Google e Eu Vou Passar. O EVP, sem dúvida, tem sido uma mão na roda. E, por mais que tenha me decepcionado antes, eu ainda acho um site de muita qualidade. Não estou fazendo propaganda paga, até porque não os conheço, mas estou sendo justa. Então se você quer estudar com qualidade, use o EVP e não leve apenas em consideração minha reclamação anterior.

domingo, 27 de julho de 2014

Da série "Perguntas desnecessárias"

Quem é concurseiro sabe que volta e meia aparece uma pergunta polêmica em alguma prova. Esta se dá, não pela dificuldade, mas sim pela total falta de coerência com o edital.

Desta vez, me deparei com uma questão de Atualidades da VUNESP para o cargo de Técnico Legislativo/2014. Eu achei desnecessária. Por acaso, eu sei a resposta, mas e se eu não acompanhasse televisão? Atualmente estou me privando de ver TV e acompanhar notícias sem importância, justamente por causa do concurso. Pode isso, Arnaldo?


(…) ganhou o Emmy Internacional de melhor atriz em cerimônia realizada na noite desta segunda-feira, em Nova York. A atriz brasileira foi premiada por sua atuação no e special de fim de ano da Rede Globo Doce de Mãe, exibido em dezembro de 2012. O Emmy Internacional contempla produções realizadas fora dos Estados Unidos. 
(http://veja.abril.com.br, 26.11.2013) 
Essa atriz brasileira é
a) Aracy Balabanian.
b) Fernanda Montenegro.
c) Glória Pires.
d) Regina Duarte.
e) Sonia Braga.


sábado, 26 de julho de 2014

Dia de folga

Você tem dia de folga ou é daqueles que emendam todos os dias estudando? Eu até gostaria de emendar como fazem aqueles que estudam loucamente, aqueles que dão aqueles depoimentos de aprovados, mas eu prefiro ter um diazinho de folga. Muitos podem encarar como um dia perdido, mas eu considero como um dia em que eu tomo fôlego.

Eu escolhi o domingo, porque tenho que assistir ao Programa do Silvio Santos. Embora só passe à noite, eu tiro o dia todo de folga. Acho que dá uma renovada nas energias. 

E vc?

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Os concurseiros que tentam aterrorizar


Quando se pensa em prestar uma concurso e se é iniciante (do zero, mesmo) uma das primeiras coisas a fazer é sair perguntando a dificuldade do concurso para concurseiros on line. Aí que mora o perigo.

Basicamente, são divididos em duas partes: Os que te assustam e os que te relaxam demais.

Exemplo dos que assustam:
- Quanto tempo preciso estudar para essa prova? Será que tenho chance?
- Cinco anos, 16 horas por dia, sem tomar banho todos os dias. Peça demissão também, senão você não vai conseguir.

Exemplo dos que relaxam:
- Quanto tempo preciso estudar para essa prova? Será que tenho chance?
- Dois meses, duas horas por dia. É facinho, facinho.

A gente sabe que não é bem assim. Depende muito do concurso. O primeiro exemplo tem maior aplicabilidade em concursos de nível superior como Analista ou Auditor e, também, pode ser muito relativo. Eu conheço analistas que estudaram 6 meses ou um ano nesse esquema de abrir mão de tudo e passaram, como também sei de concurseiros que ficaram anos estudando para o mesmo cargo, porém, não necessariamente pela dificuldade, mas por ter demorado para sair o concurso ou porque ficou por um ponto e teve que continuar estudando ou por outras variáveis.

Agora quando falamos de um concurso de nível médio, é importante ter dedicação, mas não precisa tanta. Às vezes vejo gente perguntando nos fóruns sobre concurso do TJ e alguns botam medo nas pessoas para que elas desistam do certame. Não sei o que ganham com isso, pois eliminar um concorrente, não vai eliminar todos os outros.

E a outra forma de tentar desmotivar o candidato é falando inverdades como "estudei uma hora por dia, por dois meses". É possível? É! Mas não é tão viável.

O importante é o candidato perceber se está absorvendo o conteúdo ou não. A melhor forma de testar isso é respondendo questões. Não se deixem derrubar por falácias. Existem "regras", mas elas podem e devem ser adaptadas. Ninguém precisa estudar exatamente igual. Façam como o Nhonho no desenho do Chaves e diga "Não escuto, não sou mico, meu ouvido não é penico".

Matemática: Os brinquedos e roupas da creche

Vamos resolver uma questão de matemática?


2006 - TJ/Santos - Escrevente

Com a proximidade do Natal, uma empresa doou uma determinada quantia para uma creche que abriga um total de 80 crianças. A quantia doada foi dividida para a compra de brinquedos e roupas na razão de 3 para 5, respectivamente. Assim, foram comprados 80 brinquedos, sendo bolas para os meninos, por R$ 15,00 cada, e bonecas para as meninas, por R$ 20,00 cada. Sabe-se que cada criança recebeu um brinquedo e que o número de bolas compradas superou o número de bonecas compradas em 20 unidades. Da quantia total recebida como doação dessa empresa, a creche reservou para a compra de roupas 

(A) R$ 2.250,00. 
(B) R$ 2.000,00. 
(C) R$ 1.980,00. 
(D) R$ 1.850,00. 
(E) R$ 1.350,00.


Eu encanei nesta questão, que por mais simples que seja, deixa os que não manjam muito de matemática como eu, de cabelos em pé.

Vamos por partes. Aqui a questão pede a quantia reservada para comprar roupas, mas para determiná-la, precisamos descobrir qual a quantia gasta com brinquedos.

A (bola) + B (boneca) = 80 (brinquedos)

A = B + 20

(B + 20) + B = 80
2B = 60
B = 60/2
B = 30


Se B é 30, então A é 50

(50*15) + (30*20)=
750 + 600 = 1350

Gasto com brinquedos: 1350

Razão entre Brinquedos e Roupas 3:5, respectivamente.

3X = 1350*5
3X = 6750
 X = 6750/3
 X = 2250

Resposta A R$ 2.250,00


quinta-feira, 24 de julho de 2014

A importância das questões

Aos procurarmos quaisquer depoimentos de aprovados em concurso, eles serão unânimes em várias coisas, mas, principalmente, em afirmar que responder questões é extremamente importante e que isto foi um dos responsáveis por sua aprovação.

De nada adianta estudar e não testar o conhecimento. Eu sei disso porque já fui reprovada. Sempre respondi questões, mas em quantidade muito pequena. Sabe quando no fim de alguma apostila têm alguns exercícios? Eu resolvia e ponto final. Mas isso não é o suficiente. O ideal é procurar zilhões de provas e responder zilhões de questões.

Por que afirmo isso? Lembram que eu fiz uma prova da ESAF e me embananei toda em Língua Portuguesa, que é uma matéria que amo? Pois então, agora, depois de responder milhares de questões, eu refiz essa prova e só errei duas questões. Vejam bem, eu estou estudando por provas da VUNESP e consegui acertar prova da ESAF. A dificuldade é a mesma? Não. As provas da ESAF são mais difíceis, mas eu entranhei tanto o conhecimento da VUNESP, que consegui melhorar minha capacidade de análise e compreensão de texto. Para quem não sabe a diferença, vou dizer: A VUNESP coloca uns dois ou três textos e faz questões em cima deles. A ESAF simplesmente faz questões com um enorme texto cada uma. É de esgotar sua capacidade já na prova de Português, se você começar por ela, lógico.

Eu sei que não posso soltar rojões por essa evoluçãozinha, mas só em perceber que evoluí, já fico feliz por saber que estou no caminho certo. E, neste caminho, tenho como grandes aliadas as repetidas questões.

P.S.: Tenho a leve impressão que após passar no concurso do TJ, farei uma prova da ESAF só para "me vingar" da minha reprovação, rsrs.

Minhas reprovações

Se até William Douglas foi reprovado, imagine eu. Segue minha listinha de reprovações:

2010 - TJ/SP (não estudei) - reprovada

2012 - ATA/MF (estudei muito) - reprovada
Estudei muito, mas prezava mais pelo relógio do que pela absorção da matéria. Aprendi como não se deve fazer. Além do que, esse foi o primeiro concurso para o qual me preparei de verdade e na prova levei comigo uma carga muito grande de ansiedade. Acabei errando questões de português que eu sabia. Eu negligenciei informática. Como sou usuária avançada, achei que não teria problema, mas caiu Linux, que é um sistema que eu não uso e eu dancei. Algumas matérias como Gestão Pública são um saco, estudei muito meia boca. Estudei muito Arquivologia, fiz muitas questões, acertei muitas delas, mas na prova foi triste demais rsrs. Enfim, foi uma sucessão de erros que, após muito choro, me trouxeram fortalecimento.

2012 - TJ/SP (estudei errado) - reprovada
Apenas li uma vez cada matéria e era previsível a reprovação. Só eu que não enxergava. O concurso para escrevente é muita decoreba, você tem que decorar todas as vírgulas e, principalmente, entender. Dancei. Mas, pelo menos, sei o que fazer dessa vez - ou pelo menos acho que sei.

2013 - TRF3 (não estudei) - reprovada
Simplesmente não estudei. Tanto que no dia quase não quis ir. Pensei: Acordar para quê? Aí acabei indo. O resultado foi patético.

2014 - TJ/SP - (Aguardando prova)
Estou estudando freneticamente e tentando aprender a matéria mesmo. Agora eu estou orgulhosa de mim, do meu esforço. Parece que estou indo bem.

Quero muito ser aprovada, minha situação está desesperadora, meu psicológico não aguenta mais trabalhar em empresa privada. TJ, aí vou eu!

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Publicação do edital do TJ vai demorar mais do que a gente esperava

Segundo a Folha Dirigida: 

Publicação do edital de escrevente depende de pendências relacionadas à Vunesp e CNJ

Por - Igor Regis - igor.regis@folhadirigida.com.br

Sede no TJ/SP, localizada no centro da capital paulista
Aguardado para este mês, o edital de escrevente técnico judiciário do Tribunal de Justiça de São Paulo pode ter a publicação adiada devido a duas pendências, uma em relação à organizadora e outra por parte do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). No que diz respeito à Fundação Vunesp o TJ/SP está realizando alguns acertos para definir os últimos detalhes do edital. A intenção é definir um cronograma que atenda às necessidades do órgão e que seja compatível com os compromissos da Vunesp. De acordo com a juíza assessora de presidência, Maria Fernanda Rodovalho a intenção é realizar a prova objetiva até 28 de setembro, último domingo antes do primeiro turno das eleições.
A outra pendência envolve uma ação movida por um candidato do concurso de 2012, que pede a impugnação do novo concurso. O principal argumento apresentado é a existência de remanescentes na lista de aprovados da última seleção. De acordo com a juíza, a publicação do edital só pode acontecer após um parecer do CNJ. Maria Fernanda ainda destaca que não é viável prorrogar a última seleção pelo fato de as listas de aprovados já estarem zeradas em algumas comarcas. Mesmo com as pendências, o TJ/SP trabalha com a possibilidade de iniciar o concurso ainda este mês, por conta da grande necessidade do órgão, afirma a assessoria de imprensa.
A oferta final ainda não foi fechada, mas deve contar com aproximadamente mil vagas, sendo a maior parte para a 1ª Região Administrativa, que engloba capital e Grande São Paulo. A intenção do órgão é realizar muitas contratações durante o prazo de validade do concurso para cobrir a carência no quadro de servidores, que atualmente conta com 3.136 vagas em aberto para escrevente. A intenção é contar com aprovados já no início de 2015.
Com a atualização das remunerações no TJ/SP os escreventes técnicos judiciários passar a receber vencimentos iniciais de R$4.848,07, já inclusa a remuneração de R$3.878,07, e os benefícios de o auxílio saúde, que passou a ser de R$200 mensais, auxílio alimentação de R$29 por dia e auxílio transporte de R$6 (média de 22 dias). Para concorrer é necessário nível médio completo. O concurso conta com duas fases. A prova objetiva, equivalente à primeira etapa do concurso, possui 80 questões, dividas entre conteúdos de Língua Portuguesa, Conhecimentos em Direito e Conhecimentos Gerais (Atualidades, Matemática e Informática). O conteúdo programático será semelhante ao do último concurso, como já foi adiantado pela assessoria da presidência. A segunda fase é composta por prova prática de digitação.
No último concurso foram convocados para segunda fase 1.800 candidatos para a capital e 200 nas demais Circunscrições Judiciárias. A seleção foi realizada em 2012 contou com uma oferta inicial de 1.035 vagas, sendo 380 para a 1ª RA, todas já preenchidas. O concurso foi destinado a dez regiões administrativas distribuídas por todo estado. Ao todo, mais de 4 mil dos 6.873 aprovados já foram convocados. Ao todo foram registrados 233.434 inscritos. O próximo concurso será realizado nos mesmos moldes no anterior, no qual a candidato concorre às vagas de sua Região Administrativa.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Só sei que nada sei

Quando Sócrates disse "Só sei que nada sei", certamente ele estava estudando para concurso e não estava conseguindo dar conta do edital. Hoje eu estudei o dia inteiro e não consigo fazer a coisa andar. Até postei aqui que estava adorando Processual Civil, mas retiro o que eu disse, porque está foda!!!

Estudo atualidades, mas quando vejo os assuntos, sinto que estava fora do mundo, pois são assuntos que eu realmente não imaginava que estavam acontecendo. Ou melhor, até imaginava remotamente, por exemplo, sei que sempre tem guerra no Iraque ou Irã, ou então que os grupos econômicos se encontraram, mas não sei dar os nomes aos bois. Quais os motivos das guerras dessa vez? E olha que eu fico on line o dia todo, sempre procurando notícias. O que nos leva a crer que eu tenho lido notícias inúteis kkkk.

E ao estudar direito, embora não seja difícil, parece que não vai entrar tudo aquilo na minha cabeça por causa da quantidade. E o medo de confundir os direitos por terem assuntos similares? Mas até que eu estou indo por um bom caminho. Nem ando assistindo TV. Não que eu assista muito, mas mesmo o pouco que eu via, não estou vendo porque prefiro estudar.

E mesmooooo assim, ao estudar bastante, continuo com a sensação de que "Só sei que nada sei". Gente, será que vou morrer na praia de novo? :-(

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Cadê o edital do escrevente TJ/SP 2014????

Gente, eu estou mais que desesperada apertando F5 na página da Vunesp, aguardando o edital. Eu sei que não vai mudar muita coisa, primeiro porque o TJ raramente muda; Segundo porque a Juíza falou que quase nada mudaria; Terceiro porque a diferença entre o edital de 2012 (capital) e 2013 (interior) é inexistente.

Então por que meu desespero? Ora, meu caro, coisa de gente ansiosa. Eu PRE-CI-SO do edital, assim como uma mulher que gosta de sapatos NE-CES-SI-TA daquele sapato na vitrine.

Por fim, Vunesp, lança esse edital logo, por favor!!! Eu não consigo me concentrar nos estudos e a culpa é sua. :-p

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Direito Processual Civil, meu amor

Quem acompanha meu blog, deve ter percebido que eu estou estudando uma matéria por vez. É lógico que acabo inserindo uma ou outra matéria, desde que esta não atrapalhe o foco principal que é a matéria da vez. A última que estudei foi Direito Processual Penal e, confesso que estremeci. É muito difícil. Eu comecei com Penal que é fácil, quando fui para Processual Penal, penei (Rá! Um trocadilho, caro leitor.). A próxima matéria a ser estudada, seria então, Direito Processual Civil, que eu imaginei ser tão difícil quanto. São 60 páginas contra 40 do Processual Penal e 20 do Penal. Eu já fui estudar quase chorando, mas me enganei. É tão fácil que é possível estudar todo o conteúdo em um dia e, é claro, rever mais umas trocentas vezes nos dias que seguem.

Me senti tão aliviada em ver a facilidade da matéria, que me deu até um gás para estudar. Vocês podem estar se perguntando: - Nossa, mas você já estudou Direito Processual Civil para o outro concurso, por que, então, está surpresa? - Simples, meu caro amigo, eu estudei igual minha orelha. Li bem porcamente enquanto acompanhava umas vídeo-aulas. Naquela época estudei daquele jeito porque perguntei a uma conhecida minha, advogada e bem sucedida na carreira, como ela estudava direito. Ela disse que lia uma vez, entendia e não mais lia. Aí o que a tonta aqui fez? O mesmo! É óbvio que eu sequer fui para a segunda fase. Primeiro porque é um disparate estudar assim para concurso. Segundo que não se pode imitar ninguém, porque as pessoas são diferentes e o ritmo de aprendizado também. Terceiro que eu quis misturar as coisas, pois ela não estudou para concurso, ela estudou direito na faculdade, com um prazo maior, com professor explicando e tudo mais. Então, o que eu aconselho é se jogar na matéria de cabeça e depois resolver todas as provas do mundo para você mesmo se avaliar. Nunca imite os outros em 100%, ok?

Enfim, Direito Processual Civil me aliviou um pouco a barra e eu estou mais motivada. A minha preocupação agora é informática, matéria da qual eu tenho muita facilidade, mas uma preocupação que eu tenho é que se mudar para Windows 7, do qual eu sou usuária, farão perguntas de versões do Office diversas da que eu tenho. Eu tenho a versão Starter, que é a básica, então tem muita coisinha boba que não tem no meu. Aí se eles fizerem perguntas sobre ícones, eu vou ter que ir no chute. :-(

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Vai confiando

Eu me acho a última Coca-Cola do deserto em Língua Portuguesa. E bem geladinha. É visível que eu escrevo corretamente, que até escrevo melhor que uma boa parte da população e, além de tudo, adoro escrever - seja o que for. Entretanto, debaixo de olhos treinados, cometo erros que não deveriam ser cometidos.

Diante desse meu achismo, eu estava me garantindo em Português. Afinal, é só ler. Não é como Direito que você precisa decorar. Na língua Portuguesa, você sabe ou não sabe. E ainda tem o agravante de saber falar Português e achar que sabe tudo, mas a realidade é outra.

Resolvi várias questões de Língua Portuguesa e acertei em média 80%. Esses 20% que eu erro já são suficientes para me eliminar. Então, em vez de deixar a matéria de lado, vou estudar também. E, além de tudo, serve como válvula de escape. Direito Processual Penal está me matando. Então, faço pausa estudando coisas familiares como LP.

Queria muito acertar as 30 questões. Na última prova acertei 26, que é até uma média boa, mas as pessoas estão estudando cada vez mais. Por mais que as pessoas no Brasil estejam cada vez mais escrevendo incorretamente, não são bem essas pessoas que eu vou enfrentar. :-p